O Teatro Cine de Gouveia foi inaugurado em 13 de novembro de 1942 com a estreia da peça “o Caso do Dia” da Companhia Teatral “COMPANHIA AMÉLIA REY COLAÇO ROBLES MONTEIRO”, do consagrado dramaturgo Ramada Curto. A estreia de cinema foi com o filme intitulava-se “Páginas Imortais”.O edifício do Teatro Cine, gémeo do Cine-arte (Lisboa), tinha uma grande imponência para a época. Possuía um grande palco, uma cabine cinematográfica com equipamento muito moderno, lugar para orquestra e 9 camarins. Os seus corredores eram muito amplos. Cada seção de bilhetes tinha o seu lugar de espera em separado. A plateia possuía 428 lugares distribuídos pela geral, balcões e camarotes. As cadeiras forradas a cor-de-rosa, a pintura interior em rosa vermelho e as passadeiras em vermelho rubro davam um aspeto muito elegante ao salão.
Na década de 90, foi intervencionado com profundas obras de remodelação, tendo sido reinaugurado em dezembro de 1998
Desde a sua reinauguração muitos foram os grupos e artistas que têm passo pelo Auditório do Teatro Cine, nomeadamente a Ana Moura, Maria João e Mário Laginha, Mafalda Veiga, Isaura e Francis Dale, Emmy Curl, Gisela João, Carminho, Miguel Araújo, Camané, Gomo, Luísa Sobral, Rita Guerra, Cuca Roseta, Miguel Gameiro, Rodrigo Leão, Teresa Salgueiro, Capitão Fausto, Linda Martini, Dani Black, Mariana Aydar, Mariano Deida, Aysedeniz Gokcin, Fábia Rebordão, Claire Martin & Joe Stilgoe, entre outros nomes consagrados da música nacional e internacional.
Nele acontece desde 2003, um Festival único no país, de frequência anual e inteiramente dedicado ao Rock progressivo. Considerado um dos mais importantes do mundo dentro do género, o Gouveia Art Rock terá este ano a sua décima quinta edição e, perante o sucesso, a aposta no Festival tem vindo a afirmar o Teatro Cine e Gouveia como a cidade da música progressiva. Este festival baseia-se no género musical conhecido como rock progressivo (também abreviado para prog rock ou simplesmente prog), um estilo de música rock com influências da música clássica e do jazz, que surgiu no fim da década de 1960 em Inglaterra, e que se tornou muito popular na década seguinte, contando ainda hoje com muitos adeptos.
Com a primeira edição a ocorrer no ano de 2003, o Gouveia Art Rock tem conseguido trazer até Gouveia uma panóplia respeitável de conceituadas bandas e músicos do panorama do rock progressivo das décadas de 70, 80, 90, e da atualidade, conjugando nos seus cartazes a antiguidade com a novidade. Ao longo das suas catorze edições, já passaram pelo palco do Gouveia Art Rock intérpretes como o David Myers, Focus, California Guitar Trio, Van Der Graaf Generator, Robert Fripp e Steve Hackett, AyseDeniz Gokcin, Gary Lucas & Peter Hammil, Rick Wakeman, Humble Grumble, Magma, Arti & Mestieri, Musica Nuda, The Enid, Jethro Tull, Gatto Marte, Not a Good Sign, Thierry Zaboitezeff, Three Friends, Fadomorse, Five-Storey Ensembre, Carl Palmer’s ELP Legacy, Moon Safari, Guy Pratt, Loomings, Promenade, Joe Stilgoe, Isildur`s Bane, Gryphon, Curved Air, Renaissance, Syndone, Trabalhadores do Comércio, Uxu Kalhus, entre outros.
Em 12 de abril de 2024, o Teatro Cine de Gouveia celebrou a sua reabertura após um processo de reabilitação, com uma programação financiada através da candidatura à DGARTES no âmbito da Rede de Teatros e Cine Teatros Portugueses.
“LÍNGUA” é um projeto de programação cultural e artística a decorrer no Teatro Cine de Gouveia (TCG), até dezembro de 2027, que pretende desenvolver um paradigma de intervenção, participação e educação artística no território das Beiras e Serra da Estrela fortalecendo a relação Inter territorial e uma visão integrada e co participativa. Através de um processo dialético a “LÍNGUA,” nas suas vertentes multidisciplinares, assume diversas estéticas em relação com o contexto. Assim, a programação ao longo de 4 anos (2024-2027), parte de premissas de investigação que assumem conceptualmente diversas linguagens: cénica, sonora e baseada no movimento.
Os artistas integrados no plano de programação procuram investigar as relações de diversos recursos imagéticos e intersubjetivos, apresentando e/ou cocriando obras que podem assumir diferentes formas de expressão na contemporaneidade. Ao questionar e reformular linguagens convencionais presentes na etnografia e antropologia local, constroem-se possibilidades sígnicas mais amplas. Assim, o projeto organiza-se em 4 temporadas de programação anual, com vários eixos articulados entre si:
E1. Acolhimentos – DERIVAÇÕES – com propostas que possibilitam um contacto com diversas linguagens artísticas e processos de novas apresentações conceptuais, com predominância no domínio do teatro.
E2. Coproduções em rede com equipamentos RTCP – MORFOLOGIAS – com criação de obras inéditas.
E3. Circulação Nacional – FLUXOS – movimento de circulação e aumento da oferta artística de obras, que beneficia a rede de cooperação entre entidades e equipas.
E4. Residências Artísticas – CONFLUÊNCIAS – engloba pontos de encontro entre artistas/estruturas e membros da comunidade para processos de investigação, reflexão e criação e apresentação.
E5. Exibição Cinematográfica – CÂMARA SUBJETIVA – inclui 120 filmes, estimulando a difusão da linguagem do cinema nacional (36).
E6. Ações estratégicas de mediação – LÍNGUA SOLTA – inclui E6.1. |ações de Formação que coloca em relação artistas, membros da comunidade e profissionais, e diversas abordagens e dispositivos técnicos. Adicionalmente, serão realizados E6.2. | Ciclos de Diálogos que pretendem capacitar e refletir sobre a relação entre a ciência e a arte, e as novas dramaturgias e a elaboração de E6.3. | Anualmente uma Edição cultural com a sistematização do conhecimento gerado.
Os Nossos Valores
Os valores que nos orientam e definem a nossa missão
Excelência
Compromisso em oferecer espetáculos e eventos culturais de excelência, elevando a qualidade artística e proporcionando experiências memoráveis para o público.
Tradição
Preservação da história e tradição do Teatro Cine de Gouveia, mantendo viva a cultura teatral e cinematográfica na região e promovendo o talento artístico.
Inovação
Promoção da inovação e criatividade nas produções culturais, apostando em eventos diversificados que ampliam horizontes e enriquecem o cenário artístico local.